EQUIPA ACEDA
Direção Artística
Um lugar de passagem: uma função relacional que qualquer um de nós, da equipa à comunidade, pode assumir a cada projeto.
Paulo Proença
É dramaturgo, encenador, performer, investigador, curador e formador, desempenhando atualmente as funções de Diretor Artístico da ACEDA. Mestre em Artes Cénicas (FCSH-UNL) e Licenciado em Artes Performativas (ESTAL).
No domínio da criação e investigação prática, a sua pesquisa foca-se na composição em tempo real, na escrita performativa e nas dinâmicas do Espaço-Entre, articulando o teatro contemporâneo, a performance, o espaço público e as artes visuais. Esta metodologia consolidou-se na Formação Intensiva Acompanhada (FIA) no CEM – Centro em Movimento e desenvolveu-se em contextos como o Programa Articulações – Perspetivas de Investigação e(m) Artes (Universidade de Évora), o CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas, a Galeria Kolorofon (Polónia) e em residência com a comunidade Gnaoua no deserto de Merzouga (Marrocos).
O seu percurso como encenador e criador cruza a abordagem a textos canónicos — tais como A Lição de Ionesco, O Sonho de Strindberg, Uma Boca Cheia de Pássaros de Caryl Churchill, Tatuagem de Dea Loher, 4:48 Psicose de Sarah Kane e A Tempestade de Shakespeare — com a exploração de múltiplas linguagens e formatos, destacando-se Insónias (FIAR – Festival Internacional de Artes de Rua), Escuta do Espaço-Entre e Criação à Distância (Espaço Experimental do CEM), Paralelo Descontínuo (Mostra Internacional de Cinema Alternativo Cão Amarelo) e Deriva (CEIA / Assédio à Margem). No âmbito da investigação, integrou o Cluster Portuguese Performance Art & Performativity in Arts (FCSH-UNL, coord. Cláudia Madeira e Cristina Pratas Cruzeiro), o Curso Livre Performance Arte Portuguesa (FCSH-UNL / ZDB) e o Simpósio Performance Arte Portuguesa: 2 Ciclos para 1 Arquivo no CCB.
No âmbito da mediação cultural, formação e arte e comunidade, desenvolve programas de capacitação, mediação de públicos e educação pela arte. A sua prática pedagógica fundamenta-se na formação especializada recebida no Centro Artístico Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), no programa Investigação e Desenvolvimento Estético (CAMJAP-FCG), no MOVEA – Movimento Português de Intervenção Artística e Educação pela Arte e na participação no Encontro Mundial de Educação Artística da UNESCO (CCB). Desenvolveu e orientou projetos pedagógicos e de mediação em equipamentos e contextos culturais de referência como o Centro de Arte Moderna (CAM - Fundação Calouste Gulbenkian), a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea e no âmbito do projeto Fantasiarte (Palmela). Destaca-se ainda a conceção e mediação de projetos no âmbito do programa DiaLugares (FCT-UNL / Almada Digital) e para instituições como o Museu Gulbenkian, o Museu da Presidência da República, os Museus de São Jorge e de Santa Maria, a Biblioteca-Museu República e Resistência, o Centro Cultural de Alcochete e o Cine-Teatro São João (Palmela), entre outros equipamentos e espaços culturais. Paralelamente, assume a direção comunitária do Grupo de Teatro Brinca (Palmela), destacando-se as criações Dissonâncias, Grafias em Fronteira e Arco do Tempo (apresentada no Festival Teatro aos Molhos / Teatro O Bando).
A dimensão transdisciplinar e o ecletismo da sua direção artística fundamentam-se num percurso de colaboração continuada com figuras de referência das artes e do pensamento, onde destaco: na dança e performance, Vera Mantero, Lisa Nelson, Eva Karczag, Sofia Neuparth, Madalena Vitorino, Margarida Mestre, Filipa Francisco, Ainhoa Vidal, Nuno Lucas, Guilherme Garrido e Márcia Lança; no teatro, com Tiago Rodrigues, John Romão, Luca Aprea, Fernanda Lapa, Diogo Dória, Cláudio da Silva e João Mota; no pensamento, com José Gil, Maria Filomena Molder, José Bragança de Miranda, Claudia Madeira e Peter Pál Pelbart; e no campo transdisciplinar das artes visuais e música, com Fernanda Fragateiro, Eurico Gonçalves, Pedro Tropa, Pedro Faria, Pedro Sena Nunes, Luciana Fina, Carlos Zíngaro e Miguel Azguime, entre outros.
Cenografia, Figurinos e Adereços
Inês Ariana
Desenvolve a sua prática artística nas áreas da cenografia, figurinos e adereços, assumindo a criação individual de cada uma destas valências ou a sua conceção integrada, em função das especificidades de cada produção. É licenciada em Teatro – Design de Cena pela Escola Superior de Teatro e Cinema (2017) e integra atualmente a ACEDA – Associação Cultural Exemplos d'Agora.
No domínio do design de cena e da criação plástica, assinou a cenografia de Testamento em Três Actos (2018) para o núcleo SillySeason, estrutura com a qual manteve uma colaboração regular em figurinos e adereços (Fora de Campo, Folle Époque, Hotel Paraíso, Documentário, Rei Édipo e Palco Principal). Criou também figurinos e adereços para o Teatro Praga (Xtrordinário), para a encenadora Teresa Coutinho (Distante, de Caryl Churchill) e para a Plataforma285 (That’s All Folks, Crice Crice Baby, WOW! e Opening Act). As suas criações integraram espetáculos apresentados em palcos como o Teatro Nacional D. Maria II, Teatro São Luiz, Teatro do Bairro Alto, Centro Cultural de Belém, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Primeiros Sintomas e Teatro Municipal Baltazar Dias.
A sua pesquisa centra-se no diálogo entre a arquitetura do palco, o caráter dramático do figurino e a funcionalidade dos objetos, aliando a dimensão conceptual ao acompanhamento direto do trabalho de oficina. Paralelamente, lecionou Expressão Plástica (2018–2021) e, desde 2021, integra o ateliê Rosário Balbi, onde colabora na confeção especializada de figurinos, aprofundando o domínio técnico e artesanal que fundamenta o seu trabalho para cena.
David Balbi
Criador e intérprete nas áreas do teatro e da performance, estende a sua atividade às artes plásticas, à literatura e à intervenção comunitária. Iniciou o seu percurso com dez anos de formação informal com Pedro Barbeitos e Rute Rocha, formando-se posteriormente como ator pela Escola Profissional de Teatro de Cascais (2014). Licenciou-se em Teatro – Design de Cena pela Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC, 2026), instituição onde frequenta atualmente o Mestrado em Encenação.
No campo da interpretação, colaborou com encenadores como Carlos Avilez, Filipe La Féria, Beatriz Batarda, Fernanda Lapa, Hanna Sharkey, Mário Rainho, Margarida Cardeal e Diogo Bento. Paralelamente à representação, acumulou uma vasta experiência em backstage, desempenhando funções de direção técnica, operação, dramaturgia e produção em espaços e estruturas como o Teatro Politeama, o Auditório dos Oceanos (Casino Lisboa), o Coliseu dos Recreios e o Teatro Experimental de Cascais.
Como criador, iniciou a sua prática na encenação em 2015, desenvolvendo um trabalho assente na deshierarquização do processo criativo, no laboratório e no devising. Das suas criações destacam-se os espetáculos Fuenteovejuna (2015), Sala 101 (2016), Alice no Fim do Mundo (2018–2020), O Actor Que Morre No Palco (2022), O Que É Um Ministério, Mister? (2025), Make Lisístrata Great Again (2026) e Mulheres Sem Medo (2026), além das performances Pinhata! (2024), Meias Brancas (2025) e Fim. (2026).
Na cenografia, assina o espaço visual dos seus próprios espetáculos e de projetos como a curta-metragem I (2025) ou a peça O Meu Nome É Rachel Corrie (2024). Foi assistente do cenógrafo Bruno Guerra (2018–2024) e assume atualmente as funções de cenógrafo e responsável técnico na ACEDA.
A sua investigação foca-se na procura de "gatilhos" da cultura contemporânea para o diálogo com a história e a filosofia, num trabalho desenvolvido maioritariamente no FOGO – laboratório de criação (ESTC-IPL). Neste âmbito, articula o teatro com o objeto artístico museológico, produzindo instalações, esculturas e "anarquivos" informados pelas teorias do Rizoma (Deleuze e Guattari), pelo "metamodernismo" (Hanzi Freinacht) e pelas práticas de Thomas Hirschhorn ou do coletivo Forced Entertainment. Prepara atualmente a sua primeira exposição individual.
Mantém um forte compromisso comunitário, lecionando teatro na Academia de Santo Amaro (infantil) e na Universidade Sénior de Alcântara. Em 2014, fundou a associação "Protagoniza Magia", com a missão de produzir teatro para a infância e levá-lo a escolas de todo o país a preços acessíveis, tendo criado títulos como ABC, o Jogo do Conhecimento e A Cigarra e a Formiga.
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